Graduação em Psicologia | UniDomBosco (2019 – 2024)
Pós-graduação em Psicanálise e Análise do Contemporâneo | PUC RS (2024 – em andamento)
Mestrado em Engenharia | Universidade Federal do Paraná (2015 – 2018)
Graduação Sanduíche em Holzwirtschaft | Universidade de Hamburgo (Alemanha) (2012 - 2013)
Graduação em Engenharia Industrial | Universidade Federal do Paraná (2009 – 2014)
Atualmente, atuo na psicologia clínica e também como professora no curso de Psicologia.
Eu sou Elisa. Uma engenheira psicóloga.
Oi?
Pois é!
Eu meio que sempre soube que psicologia era pra mim, mas por insegurança, gastei muitos anos zanzando neste mundo e aceitando atividades e rótulos profissionais que eu nem queria de verdade. Sempre com muita obediência e responsabilidade.
Eu segui o caminho que me parecia (ou parecia aos outros) certo. Me formei em engenharia, fiz mestrado, casei, tive filha, sempre fui aquela pessoa que não decepciona.
Não que isso seja de todo ruim. Foram anos e lugares que me presentearam com amigos, amores, uma rica experiência de vida em outro país e minha família.
Foi em outro país, que, pela primeira vez, me senti verdadeiramente livre — e, ao mesmo tempo, deslocada.
Depois voltei, trabalhei durante 15 anos na área de automação.
Só que o fantasma da incompletude me rondava. Este fantasma me pedia alimento: de vez em quando um filme sobre psicologia, de vez em quando um livro de filosofia...
Um dia, procurando por mais uma pós graduação em tecnologia, o fantasma da incompletude, que estava sentado no meu ombro, me sussurrou: "procura bolsa de graduação em Psicologia!".
Encontrei, matriculei-me, comecei a estudar. Era pra ser só um hobby.
O problema - ou melhor, a minha alegria - é que o fantasma foi se alimentando. Deixou de ser pálido, começou a ficar concreto. Começou a ganhar vida. Já não era mais um fantasma. Era um projeto.
A concepção de um novo caminho de vida e de uma nova identidade (afinal, o trabalho faz parte de quem somos), foi regada a experiências terapêuticas. Até encontrar minha psicanalista, fui atendida algumas psicólogas cujo trabalho foi bonito, organizado, caprichado, etc. Mas, pra mim, raso e confortável demais. Eu queria mergulhar fundo em mim mesma, queria mais autenticidade, queria me jogar genuinamente em mim mesma. Sosseguei - e paradoxalmente desassosseguei - quando comecei a fazer psicanálise.
Novamente aquele sentimento de aventura: ser estrangeira de mim mesma, bem como quando morei fora.
Para a psicanálise, todo mundo é um pouco (ou muito) estrangeiro de si, mas colocado em marcha o projeto de me tornar psicóloga (e recentemente, especialista em psicanálise e análise do contemporâneo pela PUC RS), interessa-me especialmente em minha atuação clínica o trabalho psíquico de brasileiros e brasileiras que vivem fora do país e se veem, muitas vezes, duplamente estrangeiros(as).
Meu trabalho não é eliminar esse vazio, mas te ajudar a encará-lo — e, quem sabe, até rir um pouco disso no caminho.
pobre poema
atacado pra ser ferramenta
de minha apresentação para este mundo
mas é que exige menos palavras
menos filtros
e expressa mais
e é mais bonito.
sou elisa
mãe
psicóloga
leitora
engenheira
professora
sem muito desagradar ao outros
vou trilhando os caminhos que quero
[eu espero]
psicóloga
é o título que sempre quis
e pra minha sorte
estava disponível
no cardápio de funções aceitas
para descrever a vida adulta
mas não quero participar
da comercialização louca da saúde mental
não quero listas
nem dancinhas
nem trends
reacts
unboxings
challenges
engagement
quero ser cupido
do seu encontro consigo.
Vê este desenho?
É minha identidade visual enquanto psicóloga.
Não foi escolhido. Foi produzido. Fiz questão de produzi-lo de forma mais analógica, sem os incômodos da interface digital que nos assombra e acelera; usando tato e textura e abrindo uma portinha que há muitos anos estava fechada para revisitar um hábito que eu tinha de criança: desenhar.
Quando eu era criança, sempre desenhava árvores desta maneira: folha por folha. Começava pelo tronco, ia afinando os galhos e deixava que alguma coisa aleatória decidisse pra que lado a árvore “cresceria”, quantas folhas “nasceriam” de cada galho, em quantos subgalhos um galho anterior se desdobraria, se haveria galhos secos ou não.
Assim também foi desta vez: nasceu uma árvore pra representar a psicóloga Elisa. Nasceu de uma história de uma criança que desenhava, que estudou madeira e depois virou psicóloga; tudo de uma maneira um pouco imprevisível, mas sempre atenta aos detalhes e fazendo questão de desenhar cada folhinha.
Qual é o seu desenho?
É colorido ou preto e branco?
Você desenha os detalhes ou as cores ultrapassam e borram as linhas?
É geométrico ou subjetivo?
Conforta ou provoca?
Seja qual for o seu desenho e a sua identidade visual, gostaria de convidá-lo(a) pra me mostrar e quero contigo admirar sua arte e a forma como você conta esta história.